segunda-feira, 15 de abril de 2013




RABISCOS

Cheiro os hibiscos.
Confundo-me com meus rabiscos.
Quanta saudade!
Do narizinho da flor.
Ah, quanto amor!
A eternidade não desperdiça nada.
Nos reencontraremos noutra jornada.
Meu pai. Fiquei aqui.
Ainda no acabei esta estrada.
Cheiro os hibiscos.
Recordo as muretas.
As caretas.
As minhas com o narizinho colado na ponta do meu.
Recordo teus risos.
Tuas caretas de espanto.
Como tua filha podia se encantar com coisas tão simples?
Entendias minha alma, pai?
Tentavas.
Não entendias meus rabiscos.
Mas tentavas.

sonia delsin 


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