SOU
(para a mendiga que
toca meu coração)
Sou um poema
inacabado.
Guardado.
Esperando que se
escreva o final.
Sou o bem.
Nunca o mal.
Sou flor seca,
murcha.
Na rua estendida.
Um ser quase sem
vida.
Que guarda na sua
essência a própria vida.
Sou sabe o quê?
A que sorri quando tu
passas.
Que faz graças.
Pra ninguém.
Eu sou o bem.
Meu caro.
Sou bem.
Mesmo neste mundo que
me julga um ninguém.
sonia delsin

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