terça-feira, 9 de abril de 2013



INTROSPECÇÃO

Eu dou de mim o que tenho para dar. 
Sorrisos, lágrimas. 
Eu sou assim, dócil e indomável. 
Triste, alegre. 
Eu sou os extremos. 
Sinto tudo à flor da pele. 
Os sentimentos em mim são latejantes. 
Penetrantes como agulhas finas. 
Vão às profundezas, amarram, prendem, sufocam. 
Depois explodem multicolores. 
Vivo as controvérsias, vivo os dramas. 
Sofro, calo e explodo como um vulcão a soltar lavas. 
E me queimo toda. 
Sofro só todas as mudanças, porque eu sou assim. 
Vivo dentro de mim as perguntas e as respostas. 
Os temores, os sustos. 
Não sei sair de mim. 

sonia delsin 

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