INTROSPECÇÃO
Eu
dou de mim o que tenho para dar.
Sorrisos, lágrimas.
Eu sou assim, dócil e indomável.
Triste, alegre.
Eu sou os extremos.
Sinto tudo à flor da pele.
Os sentimentos em mim são latejantes.
Penetrantes como agulhas finas.
Vão às profundezas, amarram, prendem, sufocam.
Depois explodem multicolores.
Vivo as controvérsias, vivo os dramas.
Sofro, calo e explodo como um vulcão a soltar lavas.
E me queimo toda.
Sofro só todas as mudanças, porque eu sou assim.
Vivo dentro de mim as perguntas e as respostas.
Os temores, os sustos.
Não sei sair de mim.
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário