“MEUS FANTASMAS”
É madrugada na minha alma.
Sinto frio.
Choram mocinhas num tempo
morto.
Seus amores perdidos.
Ouço o silêncio.
O tropel de um cavalo.
Uma porta que bate.
Apaga-se uma vela.
O cheiro do passado
invade
meu quarto.
Quero correr de mim.
Apagar as lembranças.
E elas chegam.
Quietamente as revivo
e vivo.
Olho uma a uma
ruas...
... casas...
Desfilam seres de sonho,
pelas praças....
Delicadamente cuido deles.
Coloco-os no papel,
meus fantasmas.
Liberto-os.
Inflamo-os de vida e eles me
sorriem e choram...
sonia delsin

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