terça-feira, 9 de abril de 2013




O VOO DA ANDORINHA

Ela estava de asa quebrada.
Tão machucada.
Isolada.
Não arriscava um frágil bater de asas.
Iria trombar com a realidade.
E a realidade era uma parede à sua frente.
Pobre avezinha.
Tão quietinha.
Se punha a rezar.
Para um céu das andorinhas
ela voltava o olhar.
Não podia deixar
se acabar
o seu sonhar.
O seu voar...
No seu canto
encolhidinha
ela esperava
o seu anjo
da guarda.
Andorinhas creem
em anjos guardiões.
E ele chegou.
A afagou.
A acarinhou.
Só a ternura do anjo
bastou.
A asa sarou...
E a andorinha voou.

sonia delsin 

Nenhum comentário:

Postar um comentário