sexta-feira, 12 de abril de 2013



PROVIDENCIAL

Quantos sonhos em pedaços...
Quantos olhares buscando além da curva do rio.
Ele partiu.
Ela ficou.
Se chorou?
Nas tranças do tempo se dependurou.

Buscou.
Outros horizontes e a curva do rio a impedir que a visão fosse possível.
Ela rezou.
Pediu o impossível.
Esquecimento.

Viu um dia uma cidade toda feita de cimento.
Viu um nome em néon a brilhar, a brilhar.
Era uma nova esperança.
Ela que só aprendera isso.
Esperar... esperar...

Que atitude tomar?
O céu costuma mensagens mandar...
Ela tomou.

Se foi a mais acertada?
Ela foi direcionada.
Por anjos? Criaturas especiais?

Foi direcionada e encontrou sua paz.

sonia delsin 

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